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terça-feira, abril 13, 2004

Ser Tuga... 

Ser Tuga é: Levar o arroz de frango para a praia.
Ser Tuga é: Guardar aquelas cuecas velhas para polir o carro
Ser Tuga é: Criticar o governo local mas jamais se queixar oficialmente.
Ser Tuga é: Ladies night à quinta.
Ser Tuga é: Ter tido a última grande vitória militar em 1385.
Ser Tuga é: Enfeitar as estantes da sala com as prendas do casamento
Ser Tuga é: Guiar como um maníaco e ninguém se importar com isso.
Ser Tuga é: Viajar para qualquer país e encontrar outro Tuga no restaurante.
Ser Tuga é: Ter folclore estudantil anual por causa das propinas.
Ser Tuga é: Ninguém saber nada do nosso país excepto os Brasileiros e os Espanhóis que gozam dele.
Ser Tuga é: Levar a vida mais relaxada da Europa, mesmo sendo os últimos de todas as listas
Ser Tuga é: Ter sempre marisco, tabaco e álcool a preços de saldo.
Ser Tuga é: Receber visitas e ir logo mostrar a casa toda
Ser Tuga é: Dar os máximos para avisar os outros condutores da polícia adiante.
Ser Tuga é: Ter o resto do mundo a pensar que Portugal é uma província espanhola
Ser Tuga é: Exigir que lhe chamem "Doutor" mesmo sendo um Zé Ninguém.
Ser Tuga é: Passar o domingo no 'shopping'.
Ser Tuga é: Tirar a cera dos ouvidos com a chave do carro ou a tampa da esferográfica.
Ser Tuga é: Axaxinar o Portuguex ao eskrever.
Ser Tuga é: Ir à aldeia todos os fins-de-semana visitar os pais ou avós.
Ser Tuga é: Gravar os "donos da bola".
Ser Tuga é: Ter diariamente pelo menos 8 telenovelas brasileiras na tv.
Ser Tuga é: Já ter "ido à bruxa".
Ser Tuga é: Filhos baptizados e de catecismo na mão mas nunca por os pés na igreja.
Ser Tuga é: Ir de carro para todo o lado, aconteça o que acontecer.
Ser Tuga é: Ter evacuado as Amoreiras no 11 de Setembro 2001.
Ser Tuga é: Não ser espanhol
Ser Tuga é: Lavar o carro na fonte ao domingo
Ser Tuga é: Não ser racista mas abrir uma excepção com os ciganos.
Ser Tuga é: Levar com as piadas dos brasileiros, mas só saber fazer piadas dos alentejanos
Ser Tuga é: Ainda ter uma mãe ou avó que se veste de luto.
Ser Tuga é: Ter a mãe ou a avó com Maria no nome.
Ser Tuga é: Ir a Fátima com a família pelo menos uma vez por ano.
Ser Tuga é: Viver em casa dos pais até aos 30.
Ser Tuga é: Acender o cigarro a qualquer hora e em qualquer lugar sem quaisquer preocupações.
Ser Tuga é: Ter bigode e ser baixinho(a).
Ser Tuga é: Conduzir sempre pela faixa da esquerda
Ser Tuga é: Ter três telemóveis.
Ser Tuga é: Jurar não comprar azeite Espanhol nem morto, apesar da maioria do azeite vendido em Portugal ser Espanhol.
Ser Tuga é: Deixar a telenovela a gravar.
Ser Tuga é: Organizar jogos de futebol solteiros e casados
Ser Tuga é: Ir à bola, comprar "prá geral" e saltar "prá central"
Ser Tuga é: Gastar uma fortuna no telemóvel mas pensar duas vezes antes de ir ao dentista.
Ser Tuga é: Super-bock, tremoços, caracóis e marisco
Ser Tuga é: Cometer 3 infracções ao código da estrada em 5 segundos.
Ser Tuga é: Não ser brasileiro
Ser Tuga é: Algarve em Agosto.
Ser Tuga é: Ir passear de carro ao domingo para a avenida principal
Ser Tuga é: Ser adolescente e dizer "prontos" no fim de cada frase.

terça-feira, março 23, 2004

Sem Palavras... 




quinta-feira, março 18, 2004

Lenda...ou talvez não... 

O Senhor Jesus de Ponta Delgada
A origem da construção da igreja do Senhor Jesus da Ponta Delgada tem origem num milagre que aconteceu há muitos, muitos anos, quando esta cidade era apenas ainda uma pequena povoação que pertencia a Vila Franca do Campo, na ilha de S. Miguel, nos Açores. Andava uma mulher a apanhar lapas nas rochas junto ao mar quando viu de repente um crucifixo com uma imagem de Cristo em tamanho natural a boiar nas águas. Como o acesso à imagem não era fácil, decidiu voltar à povoação, onde avisou o padre do que tinha visto. Impressionado, o sacerdote acompanhou a mulher à praia e verificou com os seus próprios olhos a veracidade do sucedido. O padre entrou dentro do mar e retirou a imagem que foi levada em procissão pela população, que, entretanto se tinha juntado na praia, até à capela de Ponta Delgada.

No dia seguinte, perante o espanto geral, o crucifixo foi encontrado enterrado a prumo na areia da praia, perto do local onde tinha sido achado. A população tornou a levá-lo em procissão para a capela, mas apenas horas mais tarde aparecia de novo na praia e, desta vez, o crucifixo estava rodeado de canas como que a delimitar a área de um templo. Respeitando a vontade de Cristo, os habitantes nunca mais retiraram a imagem e iniciaram ali mesmo a construção de uma igreja que se veio a tornar na paróquia de Ponta Delgada. Foi construído um muro para proteger o templo da fúria das águas do mar, mas, diz a lenda, embora as águas ultrapassassem o muro e chegassem ao adro, nunca se atreveram a entrar dentro da igreja.

terça-feira, março 16, 2004

Sem palavras... 




Uma poesia de... 

A casa

Era uma casa
Muito engraçada
Não tinha teto
Não tinha nada
Ninguém podia
Entrar nela não
Porque na casa
Não tinha chão
Ninguém podia
Dormir na rede
Porque a casa
Não tinha parede
Ninguém podia
Fazer pipi
Porque penico
Não tinha ali
Mas era feita
Com muito esmero
Na Rua dos Bobos
Número Zero.

Vinicius de Moraes

quinta-feira, março 11, 2004

Lenda...ou talvez não... 

Lenda da Princesa Fátima
Fátima, jovem e bela princesa moura, era filha única do emir, que a guardava dos olhos dos homens numa torre ricamente mobilada, tendo por companhia apenas as aias e, entre elas, a sua preferida e confidente Cadija. Apesar de estar prometida a seu primo Abu, o destino quis que Fátima se apaixonasse pelo cristão que seu pai mais odiava, Gonçalo Hermingues, o "Traga-Mouros", o cavaleiro poeta que nas suas cavalgadas pelos campos via a bela princesa à janela da torre. Rapidamente o coração do cavaleiro cristão se encheu daquela imagem e sabendo que a princesa iria participar no cortejo da Festa das Luzes, na noite que mais tarde seria a de S. João, preparou uma cilada de amor. No impressionante cortejo de mouras e mouros, montando corcéis lindamente ajaezados, Fátima era vigiada de perto por Abu. De repente, os cristãos liderados pelo "Traga-Mouros" saíram ao caminho e Fátima viu-se raptada por Gonçalo. Mas Abu depressa se organizou e partiu com os seus homens em perseguição dos cristãos e a luta que se seguiu revelou-se fatal para o rico e poderoso Abu. Como recompensa pelos prisioneiros mouros, Gonçalo Hermingues pediu a D. Afonso Henriques licença para se casar com a princesa Fátima, a que o rei acedeu com a condição que esta se convertesse. A região que primeiro acolheu os jovens viria a chamar-se Fátima, mas a princesa, já com o nome cristão de Oureana, deu também o seu nome ao lugar onde se instalaram definitivamente, a Vila de Ourém.


segunda-feira, março 08, 2004

Sem palavras... 




sábado, março 06, 2004

Uma poesia de... 

VOZ QUE SE CALA

Amo as pedras, os astros e o luar
Que beija as ervas do atalho escuro,
Amo as águas de anil e o doce olhar
Dos animais, divinamente puro.

Amo a hera que entende a voz do muro
E dos sapos, o brando tilintar
De cristais que se afagam devagar,
E da minha charneca o rosto duro.

Amo todos os sonhos que se calam
De corações que sentem e não falam,
Tudo o que é Infinito e pequenino!

Asa que nos protege a todos nós!
Soluço imenso, eterno, que é a voz
Do nosso grande e mísero Destino!...

Florbela Espanca

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